COMER, REZAR, AMAR

UM LIVRO SOBRE O PRAZER, A FÉ E O AMOR

“…estava prestes a me tornar uma pessoa capaz de administrar a si mesma.”

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Na verdade, eu diria que este é um livro de transformação, não só da protagonista, como do próprio leitor. Ao menos comigo, foi assim que aconteceu.

Li tranquilamente, sem pressa, até esperei a chegada das férias, pois queria realmente apreciar e ler com atenção este importante relato das viagens de Elizabeth Gilbert. Importante para mim, que inicialmente ignorei desse best seller super estourado (como se esse blog fosse cult de verdade), depois assisti ao vídeo de uma conversa de Elizabeth no TED e pensei “Preciso ler o que essa mulher escreve”.

Então, assisti ao filme em recortes ou porque pegava começado, ou porque dormia antes do final, até que vi inteirinho, do começo ao fim, inúmeras vezes e sempre tinha uma sensação muito tranquilizadora ao final (o filme é extremamente raso perto do livro e vamos parar essa discussão óbvia por aqui). Após de algum tempo sem assisti-lo, ensaiando comprar o livro e depois de algumas mudanças em minha vida, sonhei que comprava o livro para dar de presente.

Aí não teve outro jeito, foi mais do que suficiente para uma futura psicóloga, então comprei meu primeiro e-book e foi uma experiência muito importante e transcendental (não a compra do e-book…hahaha). Você, caro leitor, pode muito bem ler este livro e ficar indiferente, ou nem gostar, mas para mim, naquele momento, foi exatamente o que eu precisava. Mais do que isso, eu parecia chegar a determinadas questões internas, junto com situações bem semelhantes que aconteceram com Liz (minha best), ao mesmo tempo em que as lia descritas no livro; e ela foi uma companheira incrível (Tô parecendo louca, eu sei. Ah, e não é auto ajuda.).

Vou deixar a sinopse para o Wikipédia, prefiro falar sobre o que a história despertou nessa leitora que voz fala. Eu me senti muito acolhida, me senti como se a Liz fosse pra mim o que a-que-lhe-respondia-no-bloquinho-de-notas-em-momentos-cruciais era para ela (essa referência é pra quem leu). E acho que despertou uma Liz interna minha, uma vontade de ir para a Itália e comer nos becos mais escondidos as refeições mais abundantes, ignorantes e deliciosas, de meditar, evoluir, me sentir mais perto do que quer que seja o que chamamos de Deus, de ficar sozinha e apreciar minha própria companhia, de me permitir e me perguntar o que eu quero, de não permitir pensamentos que não sejam saudáveis, de não seguir modelos pragmáticos reproduzidos, enfim, de tantas coisas. Acho que é isso que esse livro faz, dá vontade, pulsão de vida, vontade de sair, de buscar, realizar.

Fora toda essa riqueza que eu encontrei, Elizabeth Gilbert tem um texto muito gostoso de ler, extremamente bem humorado, faz piada da própria desgraça e descreve as situações de um jeito muito original. Queria ser sua companheira de viagens. Não sou entendida, mas achei muito bem escrito e bem organizado. Enfim, super recomendo, é terapia boa no melhor jeito Being Erica (que também não é auto ajuda)

Comer, rezar, amar de Elizabeth Gilbert                                                                                                                                 342 páginas, Editora Objetiva

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