A Arte do Jogo

A arte do jogo

“A dor é como um gás. Ela se expande e ocupa todo o espaço que você lhe der”.

Henry “Skrim” se vê na faculdade depois que Mike Schwartz o viu jogar beisebol em sua cidade. Desde então, eles passam muito tempo juntos treinando para o time. Todos acham que Henry tem um talento incrível e ele realmente fez com que o time da Wetish College, os Harpooners, começasse a ter mais esperança (e, consequentemente, ganhar). No entanto, um dia Henry comete um erro gravíssimo em jogo, coisa que nunca havia acontecido antes e ninguém (nem mesmo Henry) acharia que aconteceria. Henry chegou a igualar o recorde de jogos sem erros com Aparicio, um dos maiores jogadores de Beisebol. Esse erro faz com que a vida de vários personagens mude. O livro é narrado em terceira pessoa e cada capítulo é focado em um personagem, mas como eles estão interligados, todos aparecem de alguma forma.

O livro foca em 5 personagens (seria spoiler se eu falasse quais). No decorrer do livro, a vida de cada um deles é contada, como eles foram parar no mesmo lugar e como a relação entre eles se estabelece. Isso foi o que mais gostei no livro. Chad Harbach entrelaça cada um dos personagens de uma forma que cada decisão deles, mesmo que tomadas pela sua subjetividade, interfira na vida do outro, narrando com precisão seus sentimentos. Parece bem óbvio a parte “cada decisão interfere na vida de outro”, mas nunca nos lembramos disso e o livro me fez relembrar. Uma coisa que me fez gostar um pouco menos do livro foram as partes dos jogos de beisebol. O esporte é um sucesso lá, mas aqui pouca gente tem algum conhecimento de como funciona e, é claro, o livro está cheio de narrativas de jogos. Mesmo assim, Chad (tô intima já) narra de uma forma emocionante e é perceptível que algo muito grande está acontecendo no jogo. Embora, não seja aquele tipo de livro “meu Deus, não consigo parar de ler, vou fazer um estoque de comida no meu quarto” ou “Não consigo parar de ler, vou ter que ficar sentada nesse vagão até terminar”, surge aquela dúvida e curiosidade sobre o resto do livro, que depois de um tempo, você tem que pegar pra continuar (depois do almoço ou depois que chegar em casa), pois A arte do jogo é cheio de surpresas.

Editora: Intrínseca

Páginas: 496

“Schwartz sabia que as pessoas adoravam sofrer, desde que o sofrimento fizesse sentido. Todo mundo sofre. A questão era escolher como fazer isso”.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s