O Mal-estar na Modernidade Líquida

Encontrei um texto datilografado em meio as páginas de “O Mal-estar na Civilização”, do querido senhor Fróidi, é meio aleatório. Mas o que é aleatório, senão este blog, querido leitor?

“Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar.”
Zigmund Bauman
   Alguém por favor nos salve desse tão veloz devir. É tudo ao mesmo tempo o tempo todo. Como se tranquilizar num ambiente tão hostil? Num campo tão competitivo? Assim sempre estamos correndo atrás de algo que nem sabemos. Vivemos em busca de objetivos vazios que não são nossos e talvez nem sejam de ninguém. Simplesmente brotaram nas prateleiras dos achados e perdidos. Nós os achamos. E nos perdemos.
Não é como se fossemos cegos. Ou burros. Nós sabemos de tudo o que precisamos. Sabemos de tudo isso aqui que estou escrevendo. Que o objetivo não existe e que o caminho não termina. Não existe linha de chegada. Tudo é só agora. Agora e nunca mais.
Mas então por que? Por que a gente vive assim se sabe de tudo isso? Se sabemos o quanto nos faz mal. O quanto poderíamos talvez ser felizes de outra forma. Por que? Será tudo culpa da “modernidade líquida“?
Mas quem a criou senão nós mesmo? Se nós somos produtos e produtores de nossas histórias, por que não criarmos agora mesmo uma nova maneira de enfrentar tudo isso?
Todos os dias reproduzimos tudo o que não queremos. Tudo o que nos faz mal. Somos seres autodestrutivos.
Eu queria poder acreditar na mudança. E se eu quero, eu posso? Eu acredito que todos temos isso dentro de nós. Dentro da cada um de nós, mora o cerne da mudança.
Agora me levanto da cadeira, tomo uma xícara de chá cheia de café e reproduzo tudo outra vez.

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