WILL & WILL: Um nome, um destino

UM LIVRO SOBRE TENTATIVAS, ERROS E A COISA CERTA
“Talvez haja alguma coisa que vocês tenham medo de dizer, ou alguém que vocês temam amar, ou algum lugar aonde têm medo de ir. vai doer. vai doer porque é importante”

Will & Will, apesar do nome, e dos narradores (os Will Graysons) tem outros protagonistas dentro das vidas dos protagonistas. Para o Will Grayson de John Green; claramente o dos capítulos ímpares (juro que não vi no Wikipédia, Green é meu BFF e o reconheci, mas fui lá confirmar); é o medo do sofrimento e a tentativa de ser apático. já para o Will de David Levithan (autor de Nick and Norah); o dos capítulos pares e com uma estética diferente (sem letras capitulares, por exemplo); é o próprio sofrimento e a apatia (eu sei, parece meio contraditório). Para ambos, acaba se tornando Tiny Cooper. E para Tiny Cooper, melhor amigo de Will, é o amor.
Não quero entregar muito da história, não pretendo nem mesmo introduzi-la, tem várias sinopses por aí (mesmo que algumas vezes elas enganem). Quero mesmo é destacar a importante discussão sobre o gato de Schrödinger que pode ou não estar morto.

 

Jane, a garota que cheira a café muito doce e tem um sorriso real diferente das fotos, explica: 
“Ponha um gato dentro de uma caixa lacrada com um pouquinho de material radioativo que possa ou não, dependendo da localização de suas partículas subatômicas, fazer com que um detector de radiação acione um martelo que libera veneno na caixa e mata o gato. […] Assim de acordo com a teoria de que elétrons estão em todas-as-posições-possíveis, até que sejam determinados, o gato está tão vivo quanto morto até abrirmos a caixa e descobrirmos se ele está vivo ou morto”

Will, sempre preferiu a caixa fechada, preferia não tentar para não se decepcionar. Na verdade, fazia de tudo para não tentar, não se colocar e viver tranquila e passivamente com suas 2 regras aparentemente muito simples:                      1. Não se importar muito com nada.     2. Calar a boca.

Principalmente quando se tratava de relacionamentos, ele preferia apreciar peculiaridades da pessoa, de longe. Afinal, “Você gosta de alguém que não pode retribuir o seu amor porque é possível sobreviver ao amor não correspondido de uma forma impossível no caso do amor uma vez correspondido”

Enquanto isso, Will Grayson espera ansiosamente para abrir sua caixa e finalmente se libertar da angústia que sente e talvez dos remédios que toma para depressão, mas o que encontra na caixa está bem longe do que esperava.

Abrir a caixa é tentar, e pode ser que dê errado. Às vezes parece que SÓ dá errado (tentativa-erro-tentativa-erro-tentativa-erro), mas“é assim que você encontra a coisa certa”.

Enfim, os dois Will Graysons se encontram numa noite fria e impossível. A partir daí, tudo muda.

Essa coisa de coautoria deu super certo, o resultado é uma história muito interessante, com personagens bem construídos e uma leitura extremamente divertida e fluída. Sem deixar de lado reflexões filosóficas e existenciais, igualmente divertidas.

Ps.: Linda capa.! Parabéns editora brasileira!
WILL &WILL: Um nome, um destino
John Green & David Levithan
347 páginas | Editora Galera
 
 

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