O Teorema Katherine

UM LIVRO SOBRE ANAGRAMAS, GÊNIOS, PEDAÇOS PERDIDOS E SER IMPORTANTE
“…o tamanho do seu amor por uma pessoa
nunca vai ser páreo para o tamanho saudade que você vai sentir dela.”
ks


O Teorema Katherine é mais uma deliciosa história de John Green. Contém toda sua leveza, descontração e carisma, com mais frescor que as outras e com um clima muito mais ensolarado e descontraído, mesmo trazendo assuntos existenciais e filosóficos.

O protagonista, Colin Singleton, foi um garoto prodígio que aprendeu a ler muito cedo, estudava o tempo todo, e esperava ter um momento EUREKA como o de Arquimedes. Ah, e “por mais patético que possa parecer”, já quis até mesmo aprender sânscrito “que é tipo o monte Everest das línguas mortas”.  Ele não sabia dizer quando uma coisa não era interessante, ele se interessava por tudo.

Essa era a função de seu único amigo Hassan, um cativante e rechonchudo muçulmano, seu companheiro para todas as horas e para essa viagem de carro sem rumo, que ajudaria Colin a esquecer sua décima nona Katherine. Depois de levar 19 pés na bunda de 19 Katherines, o jovem com cabelo estilo judeu-afro de 17 anos, aprende que “tudo termina em rompimento, divórcio ou morte.”

O término com K19 o deixou devastado, ele nem conseguia chorar, era como se ela tivesse “roubado dele a parte que chorava”. Então, Colin viaja com Hassan à procura de sua parte perdida e de seu momento “EUREKA”. Os dois acabam se hospedando numa cidadezinha do interior sem aparentemente nada pra fazer que, porém, acaba conquistando a dupla de viajantes com suas peculiaridades e seus singulares moradores; um deles é a surpreendente Lindsey Lee Wells, uma jovem “camaleoa” não-Katherine com um “sorriso capaz de por fim a guerras e curar o câncer”.
Mais uma vez, acho que uma das morais dessa história de John Green, como nas outras que li, é que somos capazes de mudar a vida de outra pessoa. E particularmente a história de Colin Singleton fala sobre “esse lance de ser importante”. “…a sua importância é definida pelas coisas que são importantes procê. Seu valor é o mesmo das coisas que ocê valoriza”. Colin carrega o peso de ter potencial para mudar o mundo e ser um gênio. Talvez ele não precise se tornar isso, talvez ele apenas acha que precisa. Mas, “Qual o sentido de estar vivo se você nem ao menos tenta fazer algo extraordinário?”

O Teorema Katherine de John Green

302 páginas | Intrínseca

E aqui vai uma especial nota de rodapé (que não está no rodapé) para comentar as divertidíssimas e originais notas de rodapé escritas pelo próprio autor e que na maioria das vezes, nem explica o que deveria e nos diverte com seus comentários sobre Colin e toda a história.

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