The Art Of Getting By

   “A Arte da Conquista” título brasileiro que expressa mal o conteúdo do filme, é mais um longa com protagonista em crise existencial na linha de “It’s Kind Of a Funny Story“, “Submarine” e talvez “Someday This Pain Will Be Useful To You“, que eu ainda não vi para ter certeza, mas estou mencionando caso algum leitor imaginário encontre o download e me passe o link. 

   Apesar de não ser mais novidade, eu gosto desse tipo de filme, talvez por me identificar com seus protagonistas meio problemáticos que passam por momentos de questionamento da vida e da utilidade das tarefas cotidianas. No caso, George, não faz nenhuma lição de casa, por achar completamente inútil e ao mesmo tempo que considera quase tudo na vida inútil, não sabe definir o que seria útil, o que vale a pena viver, já que nós “nascemos sozinhos, morremos sozinhos e todo o resto é uma ilusão” então porque passar a vida trabalhando, suando, lutando? Por uma ilusão?
   
   Sua concepção da vida vai mudando conforme conhece e se envolve com Sally, mais uma vez Emma Roberts vem representar a descoberta do amor e salvar a vida de um garoto deprimido. Do jeito que eu falei pode parecer ruim, clichê e meio forçado, mas a personagem só ajudou a começar a mudança no garoto, depois, com ou sem ela, ele conseguiria seguir.
   O filme deixa a ideia de que George evoluiu para encontrar uma razão para viver assim como as pessoas “normais” (não necessariamente uma mudança para melhor), porém com o título, da para extrair que na verdade, ele não se alienou no sistema e agora é feliz, ele ainda é consciente da ilusão e da efemeridade da vida, só aprendeu a viver com isso. Anteriormente o título era “Homework”, já haviam feito alguns trabalhos gráficos em cima desse título, mas resolveram mudar, ou seja, não é só um título aleatório.
   É incômodo sairmos da corrente para enxergar o todo, chega a ser angustiante começar a perceber que na verdade não somos tão únicos e diferentes, e que numa visão maior, grande parte das coisas que fazemos no dia a dia não faz sentido.
A vida é mesmo uma ilusão, mas até onde sabemos, é tudo o que temos.
Ps.:   Outro filme que entra no tema, só que de forma mais conceitual é “Melancholia“, do polêmico Lars Von Trier, não sou cult o suficiente para fazer uma resenha dele. É um filme bem bonito, mas é artístico demais para mim.

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