Goodbye Lullaby

 track by track

Pois é, depois daquelas previews que nos torturariam por mais duas semanas de espera, eis que vaza o tão esperado (pelo menos por mim) 4º álbum de Avril Lavigne, o Goodbye Lullaby. Como prometido(não sei se eu prometi, mas enfim), aqui está a minha review do álbum track by track e ao final uma review geral. Eu já ouvi cada música umas 20 vezes pelo menos, mas não consegui tirar conclusões muito concretas, eu apenas ficava ouvindo e sentindo a música, dorgas, saca?

É uma review totalmente pessoal, eu sempre tento sair um pouco de mim para fazer críticas, mas no caso é bem difícil. Sempre fui fã da Avril, cheguei a ser beem xiita, daquelas que não vê defeito na pessoa e em nada que ela faz, isso foi passando, não tenho mais 12 anos, mas ainda ouço e gosto bastante e até acompanho notícias. A diferença é que agora meu senso crítico não está cego pela adoração.

            01. Black Star
Chega nos introduzindo a esse estado todo emocional e sentimental que percorre todo o CD. Essas faixas de introdução estão cada vez mais comuns, eu costumo ignorá-las e sempre deleto depois de uma semana, mas passei a entender melhor e dar mais valor.  O piano, bem bem simples, dá um belo efeito.

02. What The Hell
Bom, WTH, o primeiro single, eu já comentei AQUI. Re-li o que eu havia escrito sobre a música e ainda não mudei de ideia.

03. Push
Essa é a faixa que foi escrita com Evan e teve a participação dele, quero ver dueto ao vivo.! Acho que esperava um pouco mais por ter essa informação, não curto muito quando ela usa a voz daquela maneira do refrão, meio estridente.  Mas já dá pra começar a sentir a vibe Let Go do álbum, com a letra e o arranjo.

04. Wish You Were Here
Sempre que lia esse nome, me lembrava da música do Hey Monday, enfim..
Minha preferida desde as previews e na íntegra é ainda melhor. Acredito que será um single, e se for vai ser susucesso, mesmo nessa era powerpop.

Tem uma melodia muito boa, a voz dela está natural, sem muita forçação, acentuada quando necessário. Letra simples e honesta. Por mais repetitivo que o refrão seja e tenha essas rimas fáceis, eu vejo muito sentimento, acho que a melodia ajuda muito e a interpretação também, além dos backs que estão muito legais, seria interessante ela contratar umas backing vocals para os tons em que os meninos da banda ficariam forçados e para ela não precisar colocar gravação de fundo.

05. Smile
Uma música, mais The Best Damn Thing, acho que é o mais perto que se chega do terceiro álbum, tirando What The Hell, porém, isso acaba no refrão. Acho que foi uma das faixas adicionadas depois, quando a gravadora pediu que o álbum ficasse mais comercial, até porque Avril cansou de dizer que o álbum está pronto há dois anos e essa faixa faz algumas referências ao Brody, eles estão juntos desde o ano passado. Apesar da letra meio bobinha nos versos, achei divertida e o refrão é bem legal, os riffs também. Concordo com uma review que diz que tem um pouco de Evan nessa música.

06. Stop Standing There
Umas das mais diferentes de quaisquer outras músicas da Avril, não consigo dizer uma outra música dela que se pareça com essa, e isso se deve mais pelos detalhes do arranjo. Nas previews também foi uma das minhas favoritas, agora mais ou menos, letra meio clichê, mas eu já cansei de fazer música sobre isso, e não tem como variar muito esse tema mesmo, só que às vezes é necessário exorcizar, escrever sobre isso. Adorei o bridge (Stop acting like you don’t care.!) e os larararas de back no refrão final.

07. I Love You
Adorei a introdução, tem alguma coisa na melodia dos “lalalas” que os deixa mais interessante do que meros “lalalas” (Acho que o segundo verso de “lalalas” deve estar na sétima do acorde anterior, ou não)..Aliás, vamos saudar a volta dos “lalalas” no lugar dos “heys”.

Outra letra bem simples, mas que também passa muita verdade, e tem alguns versos mais pessoais, coisas mais específicas, gosto quando ela fala “And how you keep your cool and I’m complicated”. Vi algumas reviews meio indiferentes sobre essa música, mas eu particularmente gostei bastante, principalmente da melodia.

08. Everybody Hurts
Lembra uma das minhas queridinhas de sempre, Fall To Pieces, aliás, essa faixa é bem “Under My Skin”, e traz mais um pouco de lalalas. Passa mais maturidade.

09. Not Enough
Se eu não me engano foi escrita com o Deryck, ou apenas produzida por ele, uma das, senão a melhor do álbum, por tudo, o conjunto da obra. Mesmo que eu tenha preferência por “Wish You Were Here” agora, eu sei que não supera “Not Enough”.

Deve ter sido meio doloroso escrever sobre o divórcio e a interpretação dessa música transparece isso, parece que eles ainda se amavam, não queriam se separar, mas é como se não houvesse alternativa. É também uma das faixas que mais explora a voz da Avril, preciso ver a performace.

10. 4 Real
Acho meio lame essa história de colocar números para substituir sílabas, mas isso não influi na qualidade de 4 Real. Tem um synth legal durante toda a música. Gostei dessa estrutura meio difícil de perceber, a gente confunde refrão com verso e verso com pré refrão, enfim, acho interessante.

A suavidade da voz dela nos “hold me down” é relaxante e dá pra sentir a tranqüilidade que ela fala nesses versos, e depois tem aquele grito potente. A letra é mais tipo “a gente se ama e não devia se separar, não posso suportar vendo você indo embora”. Diferente da maioria das outras que falam sobre a separação com mais conformidade.

11. Darlin
Darlin é a cara de Let Go, o violão a letra, tudo. Ela compôs quando tinha 15 anos e ainda morava em Napanne. É mais madura do que grande parte das músicas do TBDT, e acentua volta às origens que esse álbum trouxe. O bridge também é demais, e os strings dão um toque lindo no resto da música. Me faz imaginar as cenas descritas acontecendo com ela na época dos cabelos ultralisos repartidos no meio. Ah, mais “lalalas” de fundo.! Me sinto ouvindo a soundtrack de GG. Que fique claro que para mim GG sempre será Gilmore Girls. Outra coisa, que pode não ter nada a ver, é que essa música é meio Alanis Morissette (para mim).

12. Remember When
Uma das mais maduras, mais sentimentais e mais lindas do álbum. O piano, os strings, a voz dela, está um conjunto lindo, é outra que vai ficar sensacional ao vivo e vai mostrar a potencia na voz da Avril, que muitos não conheciam. Écomo que um pré adeus e vêm antes de Goodbye na tracklist.

13. Goodbye
Começa lindamente com o (o que?) violoncelo(?). Essa deve ter assustado um pouco a gravadora, não é nada comercial, são quatro minutos e meio de arte e emoções. Parece continuação de Black Star e além de terminar o álbum lindamente, dá uma sensação de conclusão mesmo, tanto para o CD quanto para o casamento com Deryck e seus Brown eyes (ahaha, não resisti).

14. Alice
Deixa pra lá. Cansei.

O Álbum
Bom, no geral, saímos com um saldo bem positivo, ainda mais depois de quatro anos de espera e depois de TBDT, eu meto o pau agora, mas eu ouvi 50 vezes o TBDT, não me levem a mal, é que naquela época Avril estava felizinha demais e deixou aflorar demais a criança dentro dela, é claro que temos algumas lindas exceções como Innocence e Keep Holding On, e as outras faixas não deixam de ser boas e divertidas, mas todos sentiram falta da Avril de Let Go e Under My Skin.

E é exatamente isso que temos em Goodbye Lullaby, Avril parece ter buscado referências nela mesma, somou com o que aprendeu durante esses anos, e novos elementos bem interessantes, principalmente os strings que enriqueceram bastante os arranjos. Só para começar ela voltou a cantar em seu tom normal! O que pra mim é mais do que lucro, sim estou me referindo ao overproduced e agudoTBDT.

Boa parte das músicas parece ter sido escrita sobre Deryck, o casamento e principalmente sobre a separação, e é dessas referências reais que se deve o mérito de tanta honestidade nas letras e na interpretação. Eu sinto como se visse um filme das etapas da separação deles, é que tudo parece meio fora de ordem cronológica, mas é um acerto, por exemplo, ter Remember When e logo em seguida Goodbye, e Wish You Were Here e Push no começo como quando começasse a se enxergar os problemas.

Não acho que o álbum todo foi escrito sobre o divórcio, mas grande parte das músicas cabe nesse contexto, e deve ter sido meio difícil fugir desse assunto durante o processo de composição. Quando se está vivendo uma coisa forte, que afeta tanto seu emocional, é muito difícil para um compositor não escrever sobre isso. Avril escreveu mais que a metade do álbum sozinha, algumas em parceria com Evan , Deryck e outros compositores e produtores.

Não é justo dizer que este álbum só traz mais do mesmo, Avril voltou sim no tempo, mas há evidentes evoluções. E apesar de eu ter falado de letras clichê, volto a falar sobre a verdade que vejo nessas letras simples e  vejo muito dela mesma. É um álbum bem a cara dela, pode até flopar, mas se isso acontecer,  será com muita dignidade e por motivos artificiais.

De qualquer maneira, se não render grandes números para Avril (o que não deve acontecer), com certeza nos renderá lindas performances. Esse álbum vai agradar principalmente os fãs mais antigos, mas pode conquistar novos e os que vieram com Girlfriend, com músicas como WTH, Smile e Wish You Were Here.

Ps.: Não consigo parar de ouvir. Neste exato momento minhas preferidas são Wish Were Here, Not Enough, I Love You e Remeber When, não necessariamente nessa ordem. E as suas, caro leitor inexistente? (nem risquei o inexistente, porque meu little loser tá num flop só.)

Ps02.: Avril pelamorr, não demore mais 4 anos para lançar um álbum.! Se a gravadora encher o saco, faz a Joss Stone e lança seu selo.!

Ps03.: Nem comentei a parte gráfica do álbum, até porque ainda não vi muita coisa, mas pelo que eu já vi, da pra ter uma idéia, e parece mil vezes melhor que a arte de TBDT , que parecia paint, e as fotos já liberadas estão lindas.! Thanks Cheesus, o photoshoot foi antes de ela voltar com as mechas rosas e adicionas mechas verdes.

15 pensamentos sobre “Goodbye Lullaby

  1. Hey, parabéns pela review! (Viu? Não sou mais um leitor inexistente -q)

    Enfim, as melhores por enquanto são: Wish You Were Here, Everybody Hurts e Smile (sim, apesar do TBDT Feelings que Smile passa, eu gostei)… Destaco também I Love You, pelo simples fato de muita gente ter massacrado a música apenas pelo título.

    léo o/

  2. Só gostaria MUITO MUITO MUITO que as letras não repetissem tanto! Não aguento! Chega na metade da música não consigo mais ouvir! Todas elas repetem demais, Lord give me strength! Tanto tempo de espera, e o que a gente ganha? Ctrl C + Ctrl V 10x em cada música! ô falta de criatividade!
    Concordo 100% com vc… 4 real? Quantos anos ela tem? 15? E as suas músicas preferidas tb são as minhas… uma pergunta que não para dentro da minha cabeça: Por que o nome Black Star Tour se a maldita música Black Star não chega nem a ser uma música (1min 34s, what the hell?), é só a trilha sonora do perfume dela!

    Adorei sua review! Congrats!

    Débora V.

  3. Boa review hmm gosto de todas ahah menos as repetitivas e enjuativas black star e alice *boring ,, e nao me lembro tanto de tbdt em smile mas enfimmm gostei muito *-*

  4. Adorei a review,o album esta à beira da perfeição,acompanho a Avril desde 2002 e digo, com toda certeza,ela evoluiu demais nesses anos e criou o melhor album da carreira dela sem precisar de muitos artefatos musicais como autotunes,guitarras exageradas,exesso de pop punk e fez algo profundo e acustico! Parabens pelo blog e review!

  5. Concordo com grande parte do q vc disse em sua review… principalmente no q se refere a comparação desse álbum com os anteriores (TBDT em especial).
    Não acredito que GL flope.
    Parabéns pela review. 😉

  6. Não serei tão anônimo, me conheça por Geraldsz! Seu post foi muito bom, assim como você comecei a curtir a Avril desde “pequeno”, e nesse quarto albúm ela mostrou algo parecido com o Let Go, muito violão e melodias marcantes. Adorei! Destaque pra Smile, Wish You Were Here e a versão estendida de Alice.

  7. Achei que sua review tá demais, mas acho estranho quando se tenta interpretar muito, talvez Avril não tenha seguido tanta lógica para a ordem das canções. Muitas vezes, sem exagero, sinto vontade de chorar, consigo sentir as emoções de cada uma. Ainda bem que tem Smile pra amenizar a melancolia.
    Eu vejo umas opiniões precipitadas por ai, as pessoas preocupadas em desempenho comercial.. Q monte de merda esses tem em mente.
    As musicas estão lindas, eu só me imagino encontrando ela e agradecendo por me fazer feliz a quase 10 anos.

  8. What The Well soa estranho num álbum que visou parecer ser maduro, lento e relaxado… Não acompanho a carreira de Avril Lavigne nem sei muita coisa sobre ela, mas baixei o álbum por causa dos coments do seu blog.

    Não entendo nada de música, mas achei essas músicas dela muito melhores dos que eu já ouvi por aí ou em clipes, apesar do clipe do What The Hell ainda demonstrar um pouco da antiga cantora rebelde. É um bom albúm, mas não gosto de músicas tristes, lentas ou que tentam ou não se conformar com algo na vida que não queríamos que acontece.

    Enfim, great album.

  9. Adorei a review :3
    Concordo com algumas coisas, discordo em outras, mas no fim, estamos falando sobre Avril Lavigne, e isso não mudará o que sentimos por ela.

    Gostei muito de saber sua opinião, sério. Parabéns pelo blog, e sucesso.

  10. Parabéns pelo blog, e percebo que você tem vários leitores. Esses comentários estão beeeeem nteressantes. Rsrsrsrsrs. Mas, se liga que push tá a cara do Let Go, me senti voltando nove anos no tempo. Massa de mais!

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